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Apostou com a namorada que nunca iriam terminar.
Teve azar no jogo e no amor.
Excessivamente preocupado em decidir com clareza o que fazer, acabou perdendo aquilo que lhe permitia fazer o que quisesse.
Tinha encontrado enfim uma maneira de evitar viver se repetindo, mas não tinha coragem de pular.
Prometeu a seus ilustres convidados que jamais os trairia.
Dito isso, uma vontade avassaladora de traí-los surgiu.
Teve que ir até o quartinho dos fundos buscar a metralhadora.
Quando chegou o teste do DNA ficou constatado: Seu pai era uma baleia. Sua mãe também era uma baleia. Era, portanto, uma baleia.
Igual a praticamente todos os humanos, quis salvar o mundo.
Por fim, apenas quase conseguiu salvar a si mesmo.
Se deu por satisfeito.
Jurou que não tocaria mais no nome dela. A partir de então, quando não tinha como evitar, se referia a ela como "aquela coisa linda que eu amo, mas que não gosta de mim".
Treinava-se para conseguir aceitar e conviver com algum nível de verdade, por mais gélida que ela fosse. No final, apenas fingia que vivia à base de verdade. Ilusões são tão mais sedutoras e confortáveis e também, não importando para onde olhava, praticamente só havia elas.
Um jovem empreendedor bastante ignorante não entendeu muito bem os muitos panfletos que informavam sobre as vantagens da reciclagem. Foi a única vez na história em que alguém propositalmente montou uma fábrica de lixo.
Só não era mais deprimido porque se odiava a ponto de contradizer a si mesmo, ficando feliz de vez em quando, apenas para irritar-se. Ria com entusiasmo, mas só de sacanagem.
Esbravejou do alto: "Status não tá com nada" Enquanto descia agradecia aos amigos que aplaudiam. Uma menina veio e o beijou.
Estragou de propósito seu vestido de noiva a minutos do casamento. Ela chorava ao espelho dizendo que não era perfeita, que queria um vestido que representasse isso e que queria ser aceita assim.
No fundo, ela não precisava ter rasgado o vestido. Ninguém enxerga a parte de dentro.
Amava seres humanos tanto quanto ficar sozinho. Sua definição de felicidade era tecnicamente impossível de ser alcançada, sintaticamente incoerente e até ofensiva em algumas interpretações.
Ela achava que precisava dele tanto quanto precisava de oxigênio. Tinha esquecido que até o ar podia conter impurezas. Estava entrando em um quadro grave de intoxicação.
Entrou em uma espiral psicológica negativa que o levou a cometer o suicídio.
Tudo começou com um café meio morno.
Tinha tendência de se apaixonar pelas pessoas erradas. O truque então foi deixar que seu melhor amigo escolhesse as pessoas pelas quais deveria se apaixonar. Seu amigo tinha tendência de se divertir com a desgraça alheia. Seu amigo não poderia ter feito uma escolha pior, o que, sabemos, não poderia ter sido melhor. Foi miseravelmente feliz. Igual a todo mundo.
Estava inspirado, mas largou o papel e caneta. Precisava sair para comprar mais pó de qualquer jeito.
Tratou de eliminar o mal pela raiz. Guarda um pedaço da raiz na carteira como recordação. E para quando precisa praticar uma maldade, ter algum exemplo.
Percebeu que estava triste. Tinha motivos. A questão era: E quando não tinha motivos? Foi ao médico que fez um exame de sangue e constatou um nível baixíssimo de auto-engano no sangue. Era grave, 10 vezes mais baixo que uma pessoa normal. Por lei, uma pessoa dessa não deveria poder circular na rua.
Tinha tanto amor dentro de si para dar que derrubou a cotação das ações de amor.