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- Me dá aquela vontade...
- Essa?
- Não a outra.
- Essa aqui?
- Não, aquela escondida ali.
- A de “ligar para a ela”?
- Não, a mais da esquerda. A de “jogar tudo para o alto”.
- Ah OK. Aqui está. Hoje vai fcar só na vontade mesmo?
- Aí o Cardoso chegou e falou: "Só não te dou um pau porque você está de óculos." Então o cara tirou o óculos e desceu o cacete no Cardoso.
Sua arma tinha a estranha mania de emperrar quando iria executar alguém. Seu apelido no vilarejo se tornou “Billy, o pistoleiro da vida.”
Rasgou uma página do seu bloquinho de recordações para estancar uma ferida.
Idealizou uma monografa que comprovaria que a humanidade é preguiçosa, insegura e indecisa. Só não sabia se deveria realmente escrevê-la, ainda mais com o medo que estava de estar errado e, pior, de as pessoas simplesmente não gostarem depois do trabalhão todo que teria.
Recebeu uma ameaça da prefeitura em relação aos seus atrasos quanto a impostos. Ou ele pagava, ou não poderia dizer nunca mais que amava morar lá. Nem pedir pizza.
Encontrou ela numa espelunca chamada “passado”.
Ele sabia que ela meio que habitava lá. Sempre que ele queria sentir a presença dela, ele pegava o carro e corria para lá. Mas nem sempre se sentia bem em fazer isso. Tinha dias que ele chorava só de pensar em visitar o passado e, por causa disso, resolveu mudar radicalmente sua vida.
Passou muitos anos sem voltar ao passado até que um dia resolveu procurá-lo, mas não o encontrou. Procurou resquícios dela por lá e nada. Parecia que o passado magicamente tinha deixado de existir.
Na verdade, este lugar nunca existiu, exceto na cabeça dele; E ele custou a entender.
Ele era um humano como qualquer outro. Quase não
se sentia para baixo naquele dia. Tinha dominado o
mundo.
O patrão manda o empregado se suicidar. Ele não acha de todo ruim. Ele não gosta muito do que ele faz.

Deus olhou pra todo o seu ouro e pensou:
"Uma humanidade inteira para quê? Para isso? Isso eu ja tenho."
- Troque de lugar comigo.
- Mas ele já te viu.
- Não desse ângulo.
Trocou de carro pela segunda vez no mesmo ano. Seus amigos o chamavam de Zé Calota. Ele não sabia que na verdade eles queriam dizer Zé Calote.
Todas as suas doze filhas o amavam como um pai, apesar de que ele deveria ser três.
Os ossos daquele homem eram mais duros que o normal. Uma pena que o acidente aconteceu durante um dia normal de seu expediente na fábrica de bigornas acme.
Pediu à Grace, sua assistente, que entrasse na caixa para ele serrar ela no meio. Ela estava feliz com o 1o emprego. Ele estava prestes a, depois de dez longos e duros meses, finalmente voltar a comer carne.
A platéia aplaudia ensandecida. Aquele palco vazio era realmente fantástico.
Acalmou a enfermeira dizendo que era médico. Uma pena que ela não sabia que ele estava mentindo.
Dez segundos depois sentiu um leve formigamento no pé que estava enfiado no formigueiro.
"Seu irmão ligou dizendo que está com saudades. Só não disse se era da gente mesmo."
Ela chora que não tem amigos toda vez que toma banho. Bom e ruim que ela toma banho tão raramente.